Dinheiro vivo ainda é opção preferida de pagamento da maioria dos brasileiros.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Locomotiva analisou os hábitos de consumo dos brasileiros, o estudo revelou que 71% dos consumidores preferem pagar com dinheiro em espécie.
A pesquisa ouviu cerca de 1.500 pessoas em 11 regiões metropolitanas do Brasil, no Distrito Federal e em dois municípios do interior de São Paulo entre os dias 15 e 28 de Junho.
- 71% dos consumidores afirmaram que preferem pagar em dinheiro vivo;
- 24% optam pelo cartão de débito;
- 3% afirmaram que preferem pagamentos com cartões de crédito;
Entre os que preferem pagar com dinheiro em espécie, 77% afirmaram que preferem essa opção pois assim conseguem administrar melhor o orçamento e 66% disseram que isso facilita a concessão de descontos no dia a dia.
A vasta maioria dos que afirmaram pagar em espécie (89%) são das classes D e E; 81% desse grupo possuem como nível de escolaridade apenas o Ensino Fundamental.
1 a cada 3 brasileiros não tem conta em banco
A pesquisa mostra que ainda há um enorme potencial na bancarização dos brasileiros, 29% da população a partir de 16 anos declarou que não movimentou nenhuma conta-corrente ou poupança nos últimos seis meses.
1/3 dos brasileiros economicamente ativo – o que equivale a 45 milhões de pessoas – não possuem relacionamento com nenhum banco ou instituição financeira.
Estima-se que R$ 817 bilhões sejam movimentados na economia informal, o que traz reflexos inclusive na arrecadação de impostos.
O grande número de consumidores não-bancarizados vêm provocando uma corrida para a conquista desse público. Nos últimos meses vários varejistas lançaram soluções de pagamentos com foco nas classes C, D e E para atingir o público desbancarizado. A Via Varejo – controladora do Ponto Frio e das Casas Bahia – lançou a conta banQi em parceria com a AirFox; a dona do Submarino, Shoptime, SouBarato e Americanas.com – a B2W – lançou o Ame Digital.
O que se vê é uma corrida para promover a bancarização dos brasileiros devido ao enorme potencial de mercado que essa parcela da população representa. Além de Pessoa Física, muitos bancos digitais e fintechs estão mirando nos MEIs (Microempreendedores Individuais), a principal razão é em virtude da maioria desses empreendedores não terem nenhuma conta jurídica.